Uma Associação – Renovando os Votos

Vejo a Associação em três momentos distintos. O primeiro momento se estendeu até 2010 quando da saída do nosso primeiro presidente. Foi um golpe duro e foi difícil, confesso, renovar meus votos com o meu propósito. Um desalento imenso e profundo me turvava o ânimo para recomeçar do quase zero.
E aí veio o segundo momento, também recheado de detalhes e obstáculos e sucessos. Em 2011 retomei o trabalho com as Diretrizes. Logo em janeiro, Carolina Diniz se prontificou a colocar o material em formato gráfico. Foi um ano trabalhando neste manual com muitas e várias revisões feitas pelos colegas da Diretoria.
Em março, nossa sede mudou-se para o escritório do Francisco Schmidt, onde está até hoje.
Trocávamos ideias com a Dra. Marinely Bomfim, o Monclar Moreira e o Joaquim Alhais, da Jucemg. Fizemos muitas reuniões lá para entendimento e debate sobre as Diretrizes. Em outubro de 2011, publicamos em nosso site as Diretrizes para Elaboração de Tradução Pública, inspiradas nas normas da Associação Catarinense de Tradutores Públicos, com acréscimos feitos por TPICs de MG em discussões via Grupo Yahoo!, compiladas e organizadas por mim e revisadas por Nina Araújo, Marisol Mandarino, Laerte J. Silva, e Marilurdes Nunes. Um marco no ofício em todo o Brasil.
Concomitantemente, decidimos fazer um catálogo dos tradutores associados para envio a cartórios e instituições. Novamente, levantamento de dados, redação de textos, decisões: a capa, o formato, entre outras. Alexandre Sobreira se prontificou a formatar o catálogo em CorelDRAW, trabalho que consumiu muito tempo dele, do Francisco e meu, como podem talvez imaginar?
Em 20 de dezembro de 2011, eu assinava a carta de encaminhamento do Catálogo e Francisco Schmidt enviava pelo correio uma cópia para cada associado. Enviamos cópia também aos consulados e outras instituições de interesse. Mais uma missão cumprida!
Uma nova versão dos estatutos foi feita em julho e em outubro; viagem ao Rio para encontro com os colegas da ATPRIO, ATPIESP e ASTRAJUR – RS. Fomos tecendo a malha da amizade e respeito mútuo, debatendo novos passos e trocando as experiências.
Trabalhamos ao longo de 2011 também no âmbito da certificação digital junto à Jucemg, impulsionada por Marisol Mandarino. Como vocês sabem, tudo continua ainda em estudo de viabilidade.
Depois de longas reuniões, debates e revisões com a Junta Comercial, o Plenário de Vogais aprovou unanimemente a RESOLUÇÃO Nº RP/9/2011, publicada em 6 de dezembro de 2011, que introduziu novos conceitos e estabeleceu parâmetros. Ainda está em vigor e continua muito atual. Mais uma vez, Minas Gerais saiu na frente!
Em 2012, veio a RESOLUÇÃO Nº RP/07/2012 de 18 de outubro de 2012, quando a Junta Comercial, na gestão da Presidente Ângela Maria Pace Silva de Assis, aprovou e endossou, por unanimidade, as Diretrizes Básicas.
Em novembro, a Jucemg promoveu o Encontro de Atualização dos Tradutores Juramentados. Carolina Diniz, Laerte J. Silva e eu apresentamos palestras e contamos com a presença quase maciça dos nossos TPICs. Marisol Mandarino criou um quiz que foi respondido na hora pelos presentes.
Em fevereiro de 2013, a Jucemg solicitou que todos os TPICs não presentes ao evento, fizessem o mesmo quiz para certificação.
Junho de 2013 – IV Congresso Internacional da Abrates em Belo Horizonte – Marisol Mandarino e eu apresentamos orgulhosamente a nossa ATP-MG – Um Caso de Sucesso. Fizemos contato com colegas de vários estados e partilhamos nossas dificuldades e sucessos.
Eram sempre tantas obrigações e detalhes, mas tudo fluía e fruía.
Já havíamos obtido muitos resultados e estabelecido novos parâmetros para a tradução juramentada em Minas Gerais.
Já éramos uma entidade respeitada e valorizada nacionalmente!
Repito emocionada: falar da Associação é falar de mim mesma – é uma avalanche de lembranças!
E então veio o terceiro momento.

Texto de autoria de Dulce Castro
Tradutora Pública e Intérprete Comercial de Inglês

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