Uma Associação – O Devir Pleno

A memória me falha em meio a tantos detalhes e 2014 ficou meio no vácuo. Lembro-me que foi o ano em que nos foi solicitado o recadastramento obrigatório junto ao nosso órgão regulador – a Jucemg.
2015 – Tentativa de negociação com representante do TJMG quanto à prestação de serviços do tradutor juramentado no tocante à justiça gratuita – foram várias reuniões na Jucemg, redação de inúmeras propostas, e estamos como estamos até hoje.
No final do ano, cria-se o Grupo Juramentados Unidos.
O terceiro momento chegou em 2016.
Em janeiro, fomos surpreendidos com o PL 4625/2016 que nos trouxe muita inquietude e sobressalto pelo conteúdo inesperado e arriscado no quesito da tradução pública. Nosso ofício seria eliminado tal qual o conhecemos, o que traria consequências inimagináveis também para o nosso Brasil.
O Grupo Juramentados Unidos entrou em ação. Participamos do painel de debate conjunto no VI Congresso da Abrates em São Paulo para tratar do projeto de lei do governo. A matéria era urgentíssima e precisávamos nos articular e agir prontamente.
Em agosto, entra em vigor a Apostille – o Brasil tornou-se signatário da Convenção de Haia. Veio uma onda de informações desencontradas sobre a Apostille, que passaria agora a ser o instrumento de legalização dos documentos públicos para os países participantes. Os países não-participantes ainda utilizam a legalização consular. Foram muitos meses de pesquisa, visitas a cartórios, consultas ao CNJ. Dúvidas e mais dúvidas de todos nós, mas a Associação tinha que ter respostas! Foram muitas as perguntas e respostas; foram muitas as dúvidas, e várias delas ainda perduram. O tema gerou cursos e cursos, muitos debates e ainda gera polêmica.
2017 – O Grupo Juramentados Unidos se empenha em Brasília, capitaneada presencialmente pela Monica Hruby – presidente da ATPRIO – ao longo do ano na defesa do nosso ofício. Muitas redações, petições, ofícios eram o constante no menu. Horas de reunião online também com Ernesta Ganzo, de Santa Catarina, Andrea Doris do Paraná, Marisol Mandarino e eu de Minas Gerais – as mais assíduas no standby do sufoco decidindo deliberações. Foi mesmo um ano muito tenso. Nossa última reunião foi em julho, na ATPIESP.
Em julho, minha missão foi cumprida a contento – o Devir Pleno.
Elege-se a nova diretoria da Associação dos Tradutores Públicos de Minas Gerais.
Em setembro, no 1º EnconTra – Encontro dos Tradutores Juramentados – em São Paulo, foi apresentada a nossa nova Presidente: a querida Carolina Diniz!
E vamos seguindo em frente!

Texto de autoria de Dulce Castro
Tradutora Pública e Intérprete Comercial de Inglês

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