Um bom tradutor não se faz de um dia para o outro

Um bom tradutor não se faz de um dia para o outro. Sinais de nossas aptidões podem ser observados bem cedo. Lembro-me que, aos 12-13 anos de idade, eu já escrevia cartinhas em inglês para amigos que tinham correspondentes no exterior e não sabiam a língua. Sempre me destaquei nos cursos de inglês, desde o ICBEU até a Faculdade de Letras da UFMG, onde me licenciei em inglês e português e prossegui com a pós-graduação concluída após estudos como bolsista do CNPq na Universidade de Berkeley, Califórnia. Mas a tradução sempre foi meu foco e, nesse meio tempo, fui tradutora técnica na Embraer, nunca perdendo o horizonte desse ofício. Diga-se de passagem que um bom tradutor precisa ter domínio das duas línguas propostas no trabalho, discernimento do registro do texto, ou seja, a linguagem, o estilo e o tom utilizados no texto de partida e transferir essas características para o texto de chegada. E precisa, é lógico, saber se expressar, saber escrever. Não é uma tarefa fácil, é um ofício de muita responsabilidade, o que nem sempre é observado, principalmente por aqueles aventureiros que se julgam capazes de traduzir depois de um rápido intercâmbio no exterior, ou que nunca foram aprovados em concurso público, aliás, muito concorrido por “feras” da tradução.

Contribuição da Tradutora Pública de Inglês Marie-Anne H.J. Kremer

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